Método e certeza
Descartes: o que resiste à dúvida?
É possível duvidar de tudo sem perder o próprio ato de duvidar?
Onde estou?
Contexto antes da frase.
Nas Meditações, Descartes pede ao leitor que realize um exercício em primeira pessoa. Depois de ampliar a dúvida na primeira meditação, procura na segunda algo que permaneça verdadeiro mesmo se houver engano radical.
Por que ler isto?
O cogito não é uma senha decorada; é um desempenho argumentativo. A leitura mostra por que a existência do pensamento é reconhecida no próprio ato em que se tenta negá-la.
- dúvida metódica
- cogito
- certeza
- pensamento
Leia o trecho
Fonte, localização e tradução visíveis.
Antes de citar: a versão em português abaixo é identificada como tradução de trabalho, atualização ortográfica ou citação breve. Para trabalho acadêmico, consulte a edição indicada e siga a norma de citação adotada.
“Eu sou, eu existo: isto é necessariamente verdadeiro sempre que o enuncio ou o concebo em meu espírito.”
Edição/base: Edição inglesa em domínio público transcrita pela Wikisource; referência padrão AT VII 25.
Nota de tradução: Tradução de trabalho do projeto. A frase da Meditação não tem exatamente a forma latina cogito, ergo sum.
Compreender
O que está em jogo?
O que o trecho discute
A certeza vale toda vez que o pensamento é efetivamente realizado. Descartes então pergunta o que é esse “eu” e responde inicialmente: uma coisa que pensa — duvida, entende, afirma, nega, quer, imagina e sente.
Um equívoco provável
O argumento não deduz a existência a partir de uma premissa geral “tudo o que pensa existe”. Na meditação, a certeza aparece no ato, antes de uma teoria completa do eu.
Pergunta-guia
A certeza do cogito prova a existência de um corpo ou apenas de pensamento enquanto ocorre?
Depois da leitura
Pense antes de continuar.
- Que crenças a dúvida cartesiana suspende, e quais capacidades ela ainda usa para suspender?
- Uma certeza momentânea basta para reconstruir conhecimento duradouro?
Leia um pouco mais
Fontes abertas ou de acesso gratuito.
Abra com uma missão clara e depois retorne ao percurso. “Gratuito” não é sinônimo de licença aberta; a situação de cada item está indicada.
fonte primária
Meditation II (abre em nova aba)
- Autoria: René Descartes
- Instituição: Wikisource
- Idioma: inglês
- Extensão: 20 min
- Dificuldade: intermediária
Por que ler: Permite conferir o texto em seu contexto e testar a interpretação desta etapa.
Missão: Sublinhe cada capacidade incluída no que Descartes chama “pensar”.
introdução acadêmica
Descartes’ Epistemology (abre em nova aba)
- Autoria: Lex Newman
- Instituição: Stanford Encyclopedia of Philosophy
- Idioma: inglês
- Extensão: 25 min (dúvida e cogito)
- Dificuldade: intermediária
Por que ler: Acrescenta contexto, controvérsias e bibliografia acadêmica à leitura.
Missão: Diferencie dúvida metódica, ceticismo e a função do cogito.
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