Experiência e política

Hobbes, Locke e Hume: de onde vêm ordem e expectativa?

O que sustenta a ordem política e por que esperamos que o futuro se pareça com o passado?

PosiçãoFilosofia Moderna · etapa 10 de 14
Tempo45–60 min
Dificuldadeintermediária
Obra-guiaLeviatã XIII; Segundo Tratado II.4; Investigação V.36

Onde estou?

Contexto antes da frase.

Este módulo aproxima três problemas, sem fundir os autores: Hobbes imagina insegurança sem poder comum; Locke descreve liberdade e igualdade naturais; Hume examina por que repetição produz expectativa causal.

Por que ler isto?

O contraste mostra que “empirismo britânico” não é uma doutrina única. Política, mente e conhecimento recebem argumentos distintos, que devem ser comparados por suas premissas.

  • estado de natureza
  • igualdade
  • experiência
  • costume

Leia o trecho

Fonte, localização e tradução visíveis.

Antes de citar: a versão em português abaixo é identificada como tradução de trabalho, atualização ortográfica ou citação breve. Para trabalho acadêmico, consulte a edição indicada e siga a norma de citação adotada.

Thomas Hobbes Leviatã · parte I, capítulo XIII
“E a vida do ser humano é solitária, pobre, sórdida, brutal e curta.”
And the life of man, solitary, poore, nasty, brutish, and short.

Edição/base: Texto inglês de 1651 transcrito pelo Project Gutenberg, eBook 3207.

Nota de tradução: Tradução de trabalho do projeto; o trecho descreve uma condição sem segurança comum, não toda convivência humana observada.

Fonte
Project Gutenberg (abre em nova aba)
Localização
parte I, capítulo XIII
Acesso e direitos
Domínio público nos EUA segundo o Project Gutenberg; confira a jurisdição local.
Consulta
10 set. 2026
John Locke Segundo Tratado sobre o Governo · livro II, capítulo II, §4
“Um estado de perfeita liberdade [...] e também um estado de igualdade, em que todo poder e jurisdição são recíprocos.”
A state of perfect freedom [...] A state also of equality, wherein all the power and jurisdiction is reciprocal.

Edição/base: Edição inglesa histórica disponibilizada pela Wikisource.

Nota de tradução: Tradução de trabalho do projeto; as omissões estão indicadas por colchetes.

Fonte
Wikisource (abre em nova aba)
Localização
livro II, capítulo II, §4
Acesso e direitos
Página em acesso livre; verifique o status específico da edição reproduzida.
Consulta
10 set. 2026
David Hume Investigação sobre o Entendimento Humano · seção V, parte I, §36
“Todas as inferências da experiência são efeitos do costume, não do raciocínio.”
All inferences from experience, therefore, are effects of custom, not of reasoning.

Edição/base: Edição de L. A. Selby-Bigge, Project Gutenberg, eBook 9662.

Nota de tradução: Tradução de trabalho do projeto a partir do texto inglês.

Fonte
Project Gutenberg (abre em nova aba)
Localização
seção V, parte I, §36
Acesso e direitos
Domínio público nos EUA segundo o Project Gutenberg; confira a jurisdição local.
Consulta
10 set. 2026

Compreender

O que está em jogo?

O que o trecho discute

Hobbes liga insegurança a ausência de garantia comum; Locke usa igualdade e liberdade para limitar poder; Hume localiza no costume, não numa prova racional, a passagem de repetições passadas a expectativas futuras.

Um equívoco provável

Não leia os três como uma sequência de “respostas melhores”. Eles respondem a perguntas diferentes e usam cenários teóricos, análise conceitual e observação da mente de maneiras distintas.

Pergunta-guia

O costume que estabiliza expectativas na natureza se parece com o costume que estabiliza instituições políticas?

Depois da leitura

Pense antes de continuar.

  1. Que diferença entre Hobbes e Locke aparece já na maneira de descrever o estado de natureza?
  2. Se Hume tem razão, reconhecer que a expectativa nasce do hábito a torna irracional?

Leia um pouco mais

Fontes abertas ou de acesso gratuito.

Abra com uma missão clara e depois retorne ao percurso. “Gratuito” não é sinônimo de licença aberta; a situação de cada item está indicada.

Seu caderno local

O que você sustenta agora?

Relação com a próxima

A pergunta continua.

Rousseau radicaliza a pergunta sobre liberdade social; Kant transforma autonomia em exigência de pensar por si e examina os limites da própria razão.

Continuar: Rousseau, Kant e autonomia